domingo, 21 de fevereiro de 2010

Treinamento Funcional e Exercícios educativos na corrida

Eles ajudam a melhorar a coordenação, a postura, a eficiência e a economia de energia na execução de seus movimentos na corrida

Sim, você pode correr por diversão, para perder peso, ou pelo simples e puro prazer de praticar um esporte. Porém, quando você entra em uma atividade física como a corrida, independente do motivo, a evolução e o desenvolvimento nas ruas torna-se um objetivo a mais a ser conquistado.
Você já deve ter ouvido que a corrida faz parte de sua vida desde quando você é uma criança. E isso é um fato. Contudo, algumas manias e erros da infância podem continuar com você na hora de dar suas passadas quando adulto, e isso pode prejudicar suas metas. É aí que entram os exercícios educativos.

“Os exercícios educativos, como o próprio nome sugere, são exercícios que educam o corredor, isto é, são capazes, através do olhar clínico do treinador, de detectar possíveis falhas de postura, desequilíbrios e vícios no qual os corredores que apenas praticam a atividade acabam desenvolvendo”, explica Allan Menache, diretor Técnico da Assessoria do Esporte Treinamento Inteligente e treinador do Programa de Capacitação CORE 360° - Treinamento Funcional.

Esses exercícios podem até parecer aqueles que se vê nos treinamentos dos jogadores de futebol, e realmente são. Porém, a contribuição dessas atividades para o atleta de corrida é outra. Com eles, os corredores ganham em força, melhora a postura, a performance e ainda pode sentir a diminuição algumas dores.

“A aplicação destes exercícios minimiza e resolve tais problemas possibilitando ao corredor o aumento da eficiência em seus movimentos, bem como a economia de energia a cada passada, ajudando a prevenir lesões comuns ao esporte e no fim das contas melhorando suas marcas pessoais”, diz Menache, que completa.

“Sua prática regular pode ajudar a aumentar também a performance, já que tornam os movimentos mais automáticos e eficientes, promovendo a economia de energia e eliminando ou diminuindo muito algum vício de uma corrida inadequada o que, na prática, significa menor número de lesões na vida destes esportistas”, conclui o treinador.

Quando educar seu movimento

Depois dessas informações você pode imaginar que tais exercícios lhe tomarão muito tempo, ou até atrapalharão de alguma forma seus treinamentos de velocidade, seus longões etc. Engana-se. Os exercícios educativos são rápidos e fáceis de se praticar, podendo ser encaixados até antes do treino.“Na minha visão, a melhor maneira de encaixar estes exercícios na rotina de treino do corredor é logo após o aquecimento, entre 5’ e 15’, no início do treino quando o atleta está descansado e apto a receber qualquer estímulo. A frequência de aplicação é bastante individual e está ligada ao nível de condicionamento, fase do treinamento e principalmente quanto o corredor precisa se ´educar´”, diz Allan.

Identificando os erros

Antes de decretar que você está “correndo errado” é importante saber identificar se o erro está, de fato, prejudicando seu rendimento. Isso porque existem erros que devem ser corrigidos e também existem as características individuais de cada atleta.

“O erro só deve ser considerado como tal se causar algum problema ao corredor. Alguns corredores desenvolvem uma forma bem peculiar em sua corrida, que aos olhos de outras pessoas pode ser considerado como erros, mas para ele é extremamente natural”, fala Menache.

Veja abaixo uma lista com os erros mais comuns entre os atletas na hora de correr:

- Atacar o solo,com toques dos pés chapados no chão, diminuindo a capacidade de amortecimento das articulações;

- Tocar o solo nas pontas dos pés o que pode levar a uma lesão no músculo tibial anterior;
- Toque forte com os calcanhares, o que aumenta o impacto e desacelera a corrida;

- Pouca flexão do quadril ou desalinho de uma perna em relação à outra, o que pode causar desequilíbrios no corpo todo;

- Pouca flexão dos joelhos, o que diminui a amplitude das passadas, fazendo com que a mesma distância necessite de muito mais passadas para ser vencida e aumente o impacto repetitivo sobre as articulações;

- Falta de coordenação entre braços e pernas, lembrando que os braços devem sempre estar a favor da movimentação, na amplitude e angulação correta para favorecer o deslocamento a frente e ajudar na economia de energia e eficiência dos movimentos;

- Falta de fortalecimento da região do core, afinal o centro do corpo é o que rege todos os movimentos e um centro fraco com certeza vai prejudicar toda a corrida pela falta de estabilização central.

Lembre-se que cada atleta tem suas peculiaridades na hora de praticar o esporte, por isso, é importante procurar um treinador que saiba apontar os merros e corrigi-los de forma natural

Os exercícios
Confira abaixo alguns exercícios que te ajudarão a melhorar a postura, o rendimento e a prevenir-se de lesões durante a prática do esporte:

Skipping alto/para a frente

Elevação alternada dos joelhos até a altura do abdome, coordenando com os braços, correndo no lugar ou em deslocamento.

Efeito: fortalece os músculos da coxa e trabalha a extensão e impulsão da perna. Trabalha a elevação da perna em 90°.

Skipping para trás ou Anfersen

Com o tronco levemente inclinado a frente, flexionar os joelhos de forma alternada com os calcanhares tocando os glúteos, coordenando a movimentação dos braços, correndo no lugar ou em deslocamento.Efeito: concentra a força nos calcanhares.

Skipping baixo

Elevação alternada dos joelhos até a altura dos quadris, correndo no lugar.

Efeito: fortalece a panturrilha.
Kick out

Movimento ritmado com as pernas estendidas tocando a ponta dos pés no solo de forma alternada ao movimento dos braços (que permanecem em um angulo de 90º).

Efeito: amplia força e amplitude dos membros inferiores.

Saltitamento

Pequenos saltos contínuos, mantendo um afastamento das pernas na largura do quadril. Saltos curtos sem tocar o caminhar no solo.
Efeito: fortalece a panturrilha e melhora o equilíbrio.

Hopserlauf (passeio no parque)
Corrida alternando saltos com elevação dos joelhos e o consequente trabalho de braços.
Efeito: fortalece os músculos da coxa e melhora a impulsão do atleta durante o salto.

Afundo (ou avanço de progressão)

Quadril relaxado, trabalha dois tempos embaixo, sobe, e repete com a outra perna. Calcanhar na mesma linha dos joelhos. Tronco não ultrapassa os joelhos.

Efeito: fortalece músculos e posteriores de coxa e equilíbrio.

Série de exercícios para seu treinamento

Repetir os movimentos progredindo em extensão por 30 metros a 50 metros. Volte trotando.

Para iniciantes em educativos
- Skipping baixo
- Kick out
- Skipping alto
- Skipping para trás
- Hopserlauf

Fazer uma a duas series de cada exercício

Para acostumados em educativos
- Skipping baixo
- Kick out
- Skipping alto
- Skipping para trás
- Hopserlauf
- Afundo
- Saltitamento

Fonte: Portal da Educação Física
Por Fausto Fagioli Fonseca

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

FORMA X FUNÇÃO

Todo indivíduo têm um ideal de boa forma física. Essa imagem geralmente está diretamente relacionada com o tipo de atividade física que o indivíduo vai buscar e praticar. O Treinamento Funcional tem como premissa básica uma mudança desse paradigma. Onde a boa forma física, é conseqüência e não o objetivo final. Aqui privilegia-se Função, tornando o corpo mais Equilibrado, Forte e Ágil a resultante natural é mais massa muscular, menos gordura mas com um viés atlético. Sendo mais claro treinando dessa forma, deve-se buscar o corpo de um atleta e não o de um fisiculturista. Acredito que esse conceito simples, encerra discussões que na minha visão não fazem o menor sentido, como por exemplo: O que é melhor Treinamento Funcional ou Musculação? Nenhum é melhor ou pior que o outro, só são coisas completamente diferentes. Uma forma simples de saber o que serve melhor para você e seus alunos é o que você idealiza em relação a sua aparência. Se você quer a estética bombada de um fisiculturista, sente e deite em máquinas e trabalhe cada segmento so corpo de forma separada e isolada, de preferência em dias alternados e relacione seus resultados somente a Forma. Já se você quer tornar seu corpo uma ferramenta funcional mais inteligente, como o dos melhores atletas do mundo , e Função é seu objetivo, aí todos os segmentos devem trabalhar em conjunto para produzir movimentos mais eficientes, e que nesse processo naturalmente a sua composição corporal mude para muito melhor.
Na minha visão a escolha é óbvia.

fonte : http://www.core360.com.br
Escrito por : Júnior Crocco

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Pesquisa da ACSM indica as tendências para o fitness em 2010, nos EUA

Fonte: do Portal da Educação Fisica

O American College of Sports Medicine (ACSM), entidade norte-americana, realizou um estudo onde foram indicadas as têndencias do fitness para 2010. Veja a lista das 10 mais importantes.



1. Aumento da qualificação profissional: Devido ao aumento do número de organizações que oferecem cursos e certificações, na área de saúde e aptidão física, nos Estados Unidos.


2. Treinamento de força: O treinamento da força será uma parte essencial dos programas de atividade física.


3. Programas de combate a obesidade infantil: Crescimento na procura e na necessidade de criação de programas de exercícios para combater os problemas de excesso de peso em crianças.


4. Personal Training: Aumento na valorização da importância dos serviços de treinamento personalizados como facilitador na promoção da saúde e aptidão física.

5. Treinamento do “Core”: Diferente do treinamento da força, este tipo de treinamento enfatiza, especificamente, o fortalecimento dos músculos do tronco, incluindo a pelve, que fornecem a sustentação necessário para a coluna.


6. Programas de treinamento para a Terceira Idade: Com o aumento do numero de idosos nos Estados Unidos, crescerá a procura por programas de treinamento que atendam as necessidades especificas para esta faixa-etária.


7. Treinamento Funcional: Esta é uma tendência para a utilização do treinamento da força para melhorar a aptidão na realização das atividades diárias.


8. Treinamentos especificos para modalidades esportivas: A criação e a procura por este tipo de treino esta ligada diretamente aos jovens atletas, que buscam permanecer em forma, mesmo estando de fora da temporada das competições esportivas.

9. Pilates: A modalidade que visa treinar a região do Core, a flexibilidade e a postura utilizando todo o corpo continuará sendo uma das modalides essenciais nas academias.


10. Personal Training em grupo: Será visivel o crescimento das aulas de personal training envolvendo pequenos grupos. Um reflexo das dificuldades econômicas atravessadas pelo pais.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Jacarezinhenses participam da travesia a nado na baia de Guaratuba


Os dois jacarezinhenses participaram em lados opostos

Por Jivago França – Portal JacarezinhoNaNet.com

Dois jacarezinhenses participaram da travesia a nado na baia de Guaratuba. A travesia aconteceu no ultimo domingo pela manhã no litoral paranaense. Rafael Périco participou trabalhando e auxiliando os competidores pelo Paraná Esporte no projeto Viva o Verão.

O outro jacarezinhense que participou da prova foi o jovem Weverton, na cidade de Jacarezinho mais conhecido como “Banana”. O jacarezinhense brinca com a antepenúltima colocação geral da prova que conseguiu neste ano. “Já é o segundo ano seguido que participo da prova, ano passado cheguei em ultimo, mas este ano avancei um pouco, perdendo apenas para um garoto e um idoso”.

A família do jacarezinhense “Banana” acompanhou a largada - ao lado do morro do cristo - e a chegada com apreensão – na outra ponta da praia - para saber a colocação do jovem na prova. Com o tempo de uma hora sete minutos e trinta e sete segundos o jacarezinhense cruzou a linha de chegada em antepenúltimo lugar.

A travesia deste ano contou com 222 participantes. Em 22 minutos e 50 segundos o nadador curitibano Giovani Gongria Júnior, de 15 anos de idade, percorreu os aproximadamente 1.600 metros para chegar em primeiro lugar na classificação geral, masculino. No feminino, a curitibana Kauane Kosinski, de 13 anos, fez o mesmo percurso em 25 minutos e 21 segundos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Treinamento Funcional: a importância da especificidade do treinamento

Quando se fala em treinamento, alguns princípios básicos devem ser considerados para que sua aplicação possa trazer os benefícios esperados. Dentre esses princípios, estão: principio da individualidade, principio do desuso, principio da sobrecarga progressiva, principio do fácil/dificil, principio da periodização, e principio da especificidade.

Todos estes princípios possuem suas particularidades e importância dentro de um programa de treinamento, e, portanto devem ser considerados na montagem de um programa de exercícios. Neste artigo, daremos atenção à importância do principio da especificidade de treinamento.

Esta variável é muitas vezes esquecida dentro de uma programação de atividades onde se objetiva o aumento da performance, seja no esporte ou nas atividades cotidianas e, no entanto, acaba afetando de maneira considerável o resultado ao qual se busca.

O principio da especificidade, diz respeito às adaptações que o corpo humano sofre em relação à atividade física ao qual é submetido, sendo estas adaptações, especificas daquele determinado programa de exercícios. As adaptações estão relacionadas a ângulo de execução do exercício, metabolismo energético utilizado, substrato utilizado como fonte primaria de energia, qualidade física utilizada, quantidade de músculos e articulações envolvidas no movimento, dentre inúmeros outros fatores. Sendo assim, a transferência dos benefícios adquiridos numa determinada atividade, é precária em relação a uma outra. Por exemplo, o ganho de condicionamento aeróbio realizado na bicicleta ergométrica não será transferido ao condicionamento necessário para uma corrida.

O corpo humano é projetado para funcionar como uma unidade com os músculos disparando em seqüências especifica para produzir um movimento desejado. Em cada movimento, vários músculos estão envolvidos e todos eles realizam uma função diferente. O sistema nervoso central, responsável pela ativação muscular, é programado para integrar a cadeia cinética do movimento no qual envolve os músculos agonistas (motores primários), antagonistas (opostos aos motores primários), sinergistas (assistem aos motores primários), e a estabilidade das articulações enquanto os motores primários e os sinergistas realizam o movimento, e neutralizadores (que contra-agem uma ação não desejada de outros músculos).

Um novo conceito em treinamento vem surgindo no Brasil, o Treinamento Funcional. Este programa de exercícios visa melhorar a capacidade funcional através da atividade física, estimulando o corpo humano de maneira a adaptá-lo para as atividades do dia-a-dia, esporte, e reabilitações de lesões músculo-esqueléticas. No entanto, um aspecto de vital importância, a propriocepção, deve ser muito bem explorado neste tipo de treinamento. Isso porque esta “qualidade” é de extrema necessidade para as tarefas cotidianas, e esportivas.

A propriocepção pode ser definida como sendo uma variação especializada da modalidade sensorial do tato que compreende a sensação do movimento (sinestesia) e da posição articular. Este mecanismo ocorre através de receptores sensoriais especializados (proprioceptores) que estão presentes nos músculos, tendões, articulações, e pele, sendo responsáveis pela transmissão de impulsos referentes ao estiramento muscular e a freqüência de mudança no comprimento do músculo, a tensão muscular ativa, e posição articular estática e dinâmica, até o sistema nervoso central, de onde a resposta é originada.

Através dos sinais enviados ao SNC, partindo da pele, das articulações, e dos músculos, sobre a posição de cada parte do corpo em relação às outras, a velocidade do movimento, e o ângulo articular, entre outros; a postura do corpo humano é controlada diretamente através destes órgãos sensitivos, que tem entre suas principais funções a regulação do equilíbrio, a orientação do corpo e a prevenção de lesões.

Os exercícios realizados nos aparelhos convencionais de musculação (que possuem plano e eixo de movimento direcionados) diminuem drasticamente a exigência do equilíbrio, da coordenação, e dos padrões complexos da ativação muscular, que são qualidades primordiais no cotidiano. Enquanto que, a utilização de exercícios realizados com pesos livres, cabos, elásticos, superfícies instáveis, ou reduzida base de suporte, que exigirão de maneira significativa dos proprioceptores para a execução das atividades, traz um melhor beneficio a capacidade funcional do corpo.

O programa de exercícios funcionais além de “gerar” um corpo saudável e bem condicionado traz alguns benefícios, dentre os quais podemos citar:

• Desenvolvimento da consciência sinestésica e controle corporal;
• Melhoria da postura;
• Melhoria do equilíbrio muscular;
• Diminuição da incidência de lesão;
• Melhora da performance atlética;
• Tem efeito positivo na saúde da coluna vertebral (maior estabilidade);
• Aumento da eficiência dos movimentos;
• Melhora do equilíbrio estático e dinâmico

O treinamento funcional, capaz de melhorar as qualidades físicas como equilíbrio, força, coordenação motora, resistência central e periférica (cardiovascular e muscular), lateralidade, flexibilidade, e propriocepção, necessárias e indispensáveis para uma eficiente atividade diária e esportiva, deve ser prescrito individualmente para que atenda os objetivos pessoais nas situações especificas (cotidiano, esporte, reabilitações de lesões). Uma avaliação deve ser realizada para que se possam saber quais destas qualidades e quais os padrões de movimentos necessitarão de mais ou menos atenção na prescrição dos programas de exercícios, e sejam estimuladas corretamente.

Fonte: Campos, M.A., Neto, B. C. Treinamento funcional resistido: para melhoria da capacidade funcional e reabilitação de lesões músculo-esqueléticas. Editora Revinter. Rio de Janeiro-RJ, 2004.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Core training faz parte de metodologia de preparador físico corintiano


Flávio Trevisan vê maior exigência e refinamento no futebol atual e sua área de atuação como um dos quesitos que podem reduzir as dificuldades na concorrência

Para chegar a nove rodadas do término da Série B do Campeonato Brasileiro com tanta folga em relação aos principais rivais em disputa por uma vaga à elite do Nacional na temporada de 2009, o Corinthians se preparou. Se o plantel, recheados de jogadores com qualidade técnica, destoa nesse sentido, um outro aspecto de absoluta importância tem relação direta com essa condição: o físico.

Com a aposta em uma comissão formada por profissionais que já haviam vivido experiência semelhante, o clube do Parque São Jorge deu início ao projeto, que deve ver ratificado seu planejamento já nos próximos jogos da segunda divisão, ainda no Estadual. Na companhia do badalado treinador do Grêmio, Mano Menezes, que subiu com o time gaúcho após um ano no torneio de acesso, estava de volta Flávio Trevisan.

O preparador físico da equipe gaúcha nos três anos anteriores, que participou também da campanha até a final da Libertadores da América de 2007, regressou ao Corinthians após mais de uma década. E diante de uma estrutura bem diferente da de tempos atrás, implementa alguns procedimentos que considera relevantes, como a caixa de areia para atividades específicas, a crioterapia e o core training.

“O futebol está caminhando para o trabalho funcional. Eles são realizados em conjunto com o core training. Há uma possibilidade infinita de trabalhos, os jogadores não gostam, mas temos notado que, quanto mais eles conseguem se segurar naquela posição, ele tem movimentos melhores dentro de campo. Seja num salto, num giro, na recuperação de uma virada”, explicou Trevisan em relação a esse trabalho preventivo, influente no rendimento e cada vez mais utilizado na modalidade.

Tal abordagem se deu no fim do último mês, durante o I Congresso Brasileiro de Ciência e Futebol, realizado na sede do próprio Corinthians, e que contou com a organização de Daniel Portella, fisiologista alvinegro.

De origem anglo-saxônica, core é uma palavra que se referencia a “centro, região central ou fundação”. No corpo humano, o local é compreendido como o centro de gravidade das pessoas, constituído por músculos da parede abdominal, coluna lombar, restantes extensores da coluna e músculos da cintura escapular.

Os 29 músculos de origem pélvica representam um suporte importante para o sistema muscular. E o seu trabalho sinérgico permite a estabilização do tronco durante os movimentos dos membros.

Dessa forma, no ambiente da atividade física, o treinamento que foi desenvolvido com a intenção de reduzir dores e problemas nas costas dos pacientes, delineou-se como algo capaz de melhorar a base do tronco dos atletas durante os movimentos, conferindo-lhes mais firmeza e estabilidade nas ações especiais dos mais variados esportes.

“Procuramos, com isso, a desestabilização, para que o jogador fortaleça a região do quadril, onde não há um trabalho muito específico para isso”, aponta Trevisan.

Ao desembarcar no Corinthians, foram 14 dias de preparação entre a primeira sessão de atividades e a estréia no Campeonato Paulista. Nesse período, três blocos de treinos foram preparados.

O primeiro, de 4 a 6 janeiro – recuperação no dia 7; o segundo, de 8 a 10 janeiro, com espaço para reabilitação no dia 11; por fim, treinamento de 12 a 16 daquele mês, com ênfase no equilíbrio entre a parte de recuperação física e as partes técnica e tática, às vésperas de debutar no certame, contra o Guarani, dia 17.

“Nesses 14 dias trabalhados, convivemos com jogadores chegando de vários lugares, com biótipos totalmente diferentes. Mas houve uma mudança muito grande em termos de estrutura. É a quarta vez que estou no Corinthians e ela é uma das coisas que nos deu um suporte para que pudéssemos homogeneizar nossos atletas e a equipes como um todo”, elogiou.

Nesse hiato entre eliminação na primeira fase do Paulista, final da Copa do Brasil e comodidade na tabela da Série B, previu-se a dosagem de volume de intensidade do treinamento para quem joga, quem fica no banco e quem sequer é relacionado – os três grupos trabalhados em uma estrutura profissional de futebol.

“Tomamos um cuidado especial para que todos andem sempre juntos. Não são 11 que jogarão o ano inteiro. Há necessidade de um preparo geral. Quem ganha é o grupo. Muitas vezes é necessário trabalhar de forma diferente para se obter um resultado positivo”, complementa Trevisan.


Bruno Camarão

fonte:universidade do futebol

domingo, 3 de janeiro de 2010

CORE 360 TREINAMENTO FUNCIONAL

Estarei abordando agora no início do ano de 2010 alguns assuntos, estudos e materias relacionados ao Treinamento Funcional e suas aplicações dentro do treinamento de futebol.
Iniciarei com uma breve introdução a respeito do CORE e Treinamento Funcional, prosseguindo com algumas metodologias a serem aplicadas e demonstrações de exercícios a serem realizados.

O treinamento do core para o alto rendimento


Utilizado na Grécia Antiga, o treinamento funcional ressalta a importância da especificidade e da funcionalidade nos esportes


Rafael Martins Cotta


Atualmente, a questão do treinamento não está apenas ligada aos âmbitos técnico, tático, físico, de força, velocidade e flexibilidade, e sim, à especificidade e funcionalidade das modalidades e gestos a se realizarem na competição.

A falta de especificidade nos treinamentos pode atrapalhar a evolução do atleta de acordo com a modalidade, ou seja, treinos que diferem os exercícios do desporto ocupam o tempo de preparação com itens menos eficientes. O termo funcional, muito usado nos dias de hoje, refere-se à função que o exercício tem com a musculatura e os movimentos envolvidos na atividade principal, e que este treinamento seja planificado cada vez mais, buscando suprir essas funções específicas da modalidade.

Porém, o treinamento funcional não é uma novidade, pois a funcionalidade do ser humano já foi uma questão de sobrevivência, como nos 12 trabalhos de Hércules, nos jogos olímpicos da Grécia Antiga, e em Roma Antiga entre os gladiadores, onde eram criados meios e métodos de treino específicos para superação de seus resultados.

Em outras palavras, “core” significa núcleo, ou seja, um tipo de treinamento que trabalhe a região central do corpo, o ponto de equilíbrio, considerando que um centro de gravidade bem fortalecido poderá melhorar o rendimento das atividades funcionais do corpo em relação às atividades desportivas e/ou cotidianas.

Existem diversas nomenclaturas para a mesma técnica, porém, todos se referem a uma descrição genérica do controle muscular abdômino-lombopélvico necessário para estabilizar a coluna lombar e proporcionar estabilidade funcional de todos os segmentos corpóreos. O trabalho visa estabilizar 29 músculos de forma coordenada, sendo neste grupo onde se iniciam movimentos que se realizam tanto com os membros inferiores quanto com os superiores. O conjunto destes músculos pode ser dividido em dois grupos:

1) Músculos superficiais ao redor da região lombar e abdominal (reto-abdominal, para-vertebrais e oblíquos externos), possuindo em sua maioria fibras de contração rápida e um grande braço de alavanca, podendo desenvolver um grande torque auxiliando na aceleração e desaceleração do tronco;

2) Músculos profundos e intrínsecos responsáveis pelo ajuste postural nos movimentos (transverso do abdômen e multifídeo).

Arranques, acelerações, giros, podem ser mais eficientes com um core mais fortalecido e o melhor deste trabalho está em prevenir lesões advindas do centro corporal muitas vezes enfraquecido. Um treino que englobe esses dois grupos torna o trabalho mais eficaz, relacionando rendimento com prevenção.

Desportos como o futebol, por possuírem um grupo extenso de jogadores, deixam os atletas expostos ao sofrimento de lesões pela alta intensidade das ações, volume, contato físico, etc. Torna-se difícil para a comissão técnica poder contar com todos os atletas para as partidas, sendo que muitas vezes erroneamente os preparadores físicos são culpados pelas lesões dos jogadores. Atletas treinam em altos volumes e intensidades, e competem em altos picos de carga, sendo que, como já descrito anteriormente, os mesmos estão sujeitos a se lesionarem. O trabalho que pode ser realizado é o preventivo. Mesmo assim, está-se longe de afirmar que acabaremos com as lesões, e sim se minimizarão as suas ocorrências.

Muitas vezes, essas lesões aparecem por regiões enfraquecidas, principalmente na parte central, em musculaturas auxiliares, onde o trabalho de força realizado não causa adaptações.

Por conta dessa região ser o ponto de equilíbrio corporal, o trabalho a se realizar relaciona-se à capacidade física de coordenação, treinando o equilíbrio com consequente obtenção de um movimento mais estável e com maior funcionalidade, enfatizando a região do core com trabalhos próximos ao gesto desportivo. O treinamento isométrico destas regiões compensará a falta de equilíbrio e, quando exigida, poderá, provavelmente, evitar uma lesão.

Entende-se por transferência a relação do treinamento com o gesto técnico e motor específico da modalidade, em que, quanto mais específico for o exercício, maior será a transferência para o gesto e, consequentemente, maior rendimento desportivo.

O treinamento do core requer certo nível de conhecimento e especialização dos profissionais que trabalham com ele, sabendo seguir os programas, os volumes, as fases, as intensidades, e outros itens necessários para aplicação deste tipo de atividade. Uma aplicação adequada pode trazer resultados importantes num macrociclo, tanto no rendimento atlético quanto na prevenção das lesões.

Apesar da atual popularidade do core, poucos estudos têm sido feitos para demonstrar o benefício para atletas saudáveis.

Bibliografia:

Fredericson M; Moore T. Core stabilization training for middle-and long-distance runners. New Studies in Athletics. 2005; 20:1; 25-37.
www.wikipedia.com.br: acesso em 19/10/2009.

Richardson C; Jull G; Hodges P; Hides J. Therapeutic exercise for spinal segmental stabilization in low back pain: scientific basis and clinical approach Edinburgh (NY): Churchill Livingstone: 1999.

Akuthota V, Nadler S F. Core Strengthening. Arch Phys Med Rehabil. 2004; 85(3 Suppl 1): S86-92.

Leetun D T; Ireland ML; Willson JD; et al. Core stability measures as risk factors for lower extremity injury in athletes. Med Sci Sport Ex. 2004; 926-934.

Marshall PW; Murphy BA. Core stability exercises on and off a Swiss ball.
Arch Phys Med Rehabil. 2005; 86; 242-9

J. Strength Cond. Res. 2007 Aug; 21(3):979-85.