segunda-feira, 7 de junho de 2010

TREINAMENTO FUNCIONAL NO FUTEBOL

Com o passar dos anos a ciência aliada ao treinamento desportivo vem
buscando aperfeiçoar mecanismos de aplicação de treinamentos que busquem a excelência em rendimento através de métodos específicos de cada modalidade. Os esportes individuais no decorrer dos anos alcançaram
resultados mais diretos na busca pela especificidade da manipulação das
cargas de treinamento comparado aos esportes coletivos.



O futebol, dos esportes coletivos, sempre foi a modalidade que mais
impõe barreiras para a implantação de técnicas novas de treinamento que
visam não somente alto rendimento individual e coletivo, mas geram uma
adaptação ao organismo do atleta, proporcionando uma maior equilíbrio
muscular e com isso um menor risco de lesões muscular e articular.

O treinamento funcional tem como foco dentro do futebol dois objetivos
claros e interdependentes:

1- Melhora do movimento específico do futebolista durante as fases
mais intensas e decisivas do jogo;
2- Um maior equilíbrio das cadeias musculares, minimizando com isso
as chances de dores e lesões inerentes ao futebolista.
As vertentes que compõe o treinamento funcional dentro do futebol são:
treinamento de força, core e propriocepção.

A força é aplicada com o principal objetivo de melhora da resposta
muscular aos movimentos mais intensos e específicos do jogo. O treinamento
de força tem como função primária melhorar a ação motora do futebolista
dentro dos treinamentos e jogos. O futebol é um esporte misto e intermitente,
onde o atleta realiza diversas ações musculares intensas e curtas com longas
pausas para as novas ações. As ações motoras na fase ativa da partida, na
maior parte das vezes, são realizadas através de movimentos rápidos e
intensos com ação específica dos grandes grupos musculares.

A manipulação dos exercícios de força pretende dentro do futebol, criar
uma adaptação ao atleta, para poder realizar os movimentos com mais
intensidade e segurança, prorrogando ou diminuindo a chance de fadiga
muscular. As manifestações de força do futebolista são força máxima, força
explosiva e resistência de força explosiva.

Para o futebolista poder desempenhar o seu melhor desempenho
através do treinamento de força, o fortalecimento das suas articulações e bem
como seu centro de equilíbrio e controle deve ser treinado e aprimorado
através do treinamento do core e da propriocepção.

A região do core pode ser entendida com a conexão entre os membros
superiores e inferiores, se tornado a base do movimento de cada indivíduo,
pode ser entendido como o produto de um controle motor e da capacidade
muscular do complexo quadril-lombar-pelve.

Os movimentos realizados pelos membros são iniciados e
posteriormente equilibrados pela região do core. Com o core bem equilibrado e
fortalecido, o futebolista conseguirá realizar as ações musculares com maior
segurança, gerando mais força com menos gasto de energia e
conseqüentemente uma menor possibilidade de fadiga.




Contudo por mais força que o atleta conseguir realizar pelos membros e
por mais fortalecido e equilibrado estiver a região do core, de pouco adianta se
as articulações específicas não forem treinadas e fortalecidas da forma pontual
e correta. A propriocepção tem como principal característica o fortalecimento
das articulações correspondentes ao futebolista (tornozelo, quadril e joelho).
A propriocepção não age isoladamente na articulação, ela fortalece
também a musculatura que compõe cada articulação. O fortalecimento articular
através da propriocepção acontece através da estimulação dos receptores
(especialmente os mecanorreceptores), da estimulação ao fuso muscular e ao
órgão tendinoso de Golgi.

O treinamento funcional dentro do futebol é realizado dentro dessas três
vertentes (força, core e propriocepção). A principal diretriz para a aplicação
treinamento funcional dentro do futebol é conseguir aplicar cada uma das
vertentes de forma específica, simulando os exercícios com gestos iguais ou
parecidos com os realizados pelos futebolistas dentro dos treinos e jogos.

Os exercícios para serem específicos devem ser realizados pelos
grupamentos musculares específicos dos futebolistas, com a alta intensidade,
com a velocidade de movimento parecida com a de jogo, e com a freqüência
de movimentos próxima a da realidade encontrada em uma partida de futebol.

É possível o treinamento de forma integrada, com as três vertentes do
treinamento funcional estimuladas ao mesmo tempo, ou isolando cada uma das
vertentes em cada sessão de treino, essa divisão é pedagógica e pode evoluir
de acordo com aceitação e evolução dos atletas.

O treinamento funcional dentro do futebol não prioriza a prevenção de
lesões em detrimento ao alto rendimento, ele contribui para os dois objetivos
agirem em conjunto proporcionando ao futebolista moderno um maior
fortalecimento e equilíbrio muscular, potencializando o rendimento de forma
complexa e específica.


Sandro Sargentim
Preparador físico do S. C. Corinthians Paulista

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Kettlebell aumenta força e condicionamento físico

De origem russa, bola de ferro com alça pode pesar de 8 até 24 kg

Febre nas academias fora do país, o Kettlebell, ou KTB, é ainda novidade para os brasileiros, mas já figura como mais uma opção de treinamento para quem quer ganhar músculos, flexibilidade, força, equilíbrio corporal e aumentar o condicionamento físico.

De origem russa, a modalidade tem como principal (e único) equipamento a Kettlebell, que é uma bola de ferro fundido com uma alça. Seu peso varia entre 8 kg e 24 kg."Diferente dos halteres, cujo centro de gravidade é a mão, a KTB tem seu centro de gravidade na própria bola", explica o professor de musculação, Gabriel Nicoletti Iwasaki, da academia Competition.

A função possibilita a realização de movimentos balísticos (de arremesso) e de potência, mas a Kettlebell sempre permanece fixa nas mãos. O aluno vai controlar os movimentos pendulares (com balanço) para fazer em conjunto com outros exercícios, como o agachamento. "Poucas atividades na academia desenvolvem tanto a força muscular em sessões de apenas 20 minutos", comenta Reginaldo Ghilardi, coordenador de musculação da Competition.

Com tamanho esforço, não é de se admirar que a atividade proporcione o trabalho de grandes grupamentos musculares, como braços e pernas, além de consumir uma baita energia do organismo. O gasto calórico é de até 700 calorias em 30 minutos de aula.

Para a prática da Kettlebell, é importante a orientação de profissionais qualificados, pois é necessário manter a postura correta para evitar eventuais contusões com os exercícios. "A KTB é aparentemente simples, mas exige bastante esforço e treinamento. Ela é indicada para quem já tem um nível bom de condicionamento físico e deseja intensificá-lo ainda mais", diz Gabriel.


Kettlebell aumenta força e condicionamento físico
De origem russa, bola de ferro com alça pode pesar de 8 até 24 kg

fonte: portal d aeducaçao fisica

sábado, 24 de abril de 2010

SOCCER 360 TREINAMENTO FUNCIONAL


Treinamento Funcional presente nos maiores clubes e seleções do mundo

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Treinamento Funcional é uma Metáfora da Vida


O treinamento funcional vem ganhando popularidade nos últimos tempos, com muitos se voltando para bolas suíças, medicine balls e outras ferramentas em um esforço para encontrar as mais recentes técnicas para aperfeiçoar seu corpo.

Os entusiastas do fitness estão usando bolas suíças para abdominais, medicine balls para arremessos, e tubos elásticos para uma variedade de exercícios com a finalidade de dar um tempero diferente às suas sessões de treino, professores estão ensinando novas modalidades funcionais para os seus não tão aptos clientes. Há céticos no mundo do fitness que acreditam que o treinamento funcional é um fenômeno passageiro de estranhos exercícios em base uni-podal, cortadores em cabos e flexões de braço em med balls. Existem indivíduos que acreditam que o treinamento funcional não atende as necessidades hipertróficas ou que a dona de casa não se acha capaz de executar stiffs uni-laterais . . . "Mas e se ela soubesse que os realiza todos os dias?" Isso é fato.

O que exatamente é treinamento funcional? É limitado ao uso da bola suíça e os exercícios em uma perna? Não, de forma nenhuma. Reforçando: de forma nenhuma. Treinamento funcional é Treinamento com Propósito. Muitos atletas e treinadores confundem treinamento funcional com exercícios específicos, o que implica na mímica de determinados movimentos e padrões específicos para esportes individuais.

Na verdade, o treinamento funcional deve ser representado de forma mais precisa como “Formação Geral em Movimento” e sob essa ótica as coisas começam a fazer sentido, o treinamento funcional analisa as semelhanças desse processo, as reforça e fortalece.

Aos desinformados o treinamento funcional é apenas necessário para o atleta, já que os atletas só precisam correr, sprintar, pular, empurrar, girar, mudar de direção e tracionar, ou para o idoso que precisa andar, equilibrar, sentar, levantar e carregar. Não é assim! Nossos corpos têm a capacidade de executar todas essas ações, nós perdemos o movimento porque nós não treinamos para o movimento, treine-os, fazendo do Treinamento Funcional uma Metáfora da sua Vida.


Fonte: TreinamentoFuncional.com.br por Luciano DElia

segunda-feira, 12 de abril de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Conheça a Liberação Miofascial, assunto do treinamento funcional

Todo músculo e cada fibra muscular são envolvidos por um tipo de tecido conjuntivo chamada fáscia, que forma os tendões e ligamentos nas extremidades dos músculos, assumindo a função de conectar músculo a osso e músculo a outro músculo. É a fáscia, portanto, que suporta os músculos e mantém a relação desses com os ossos, determinando, basicamente, a forma do corpo.

Ida Rolf , Ph.D. em Bioquímica pela Universidade de Columbia, ao longo das suas pesquisas científicas, fez uma descoberta muito importante sobre a constituição do corpo humano: a rede de tecido conjuntivo, que envolve e conecta o tecido muscular, tem propriedades plásticas e elásticas que fazem com que seja possível alterar a forma e a relação desse sistema (músculo/tecido conjuntivo) nos diversos segmentos corporais, em qualquer época da vida.

A descoberta da Dra. Rolf sobre a importância da fáscia revolucionou o pensamento sobre o corpo. Sabe-se, atualmente, que o tecido fascial pode ser alterado, respondendo à aplicação de energia nas formas de pressão e calor. Mediante a aplicação de uma dessas formas de energia (no caso do Rolfing® a pressão), a fáscia torna-se mais solúvel e pode permitir que as estruturas contidas no seu tecido alterem seu arranjo e se adaptem numa relação mais harmoniosa com as partes adjacentes do corpo.

Sabe-se também que quando o músculo é sobrecarregado por alguma razão, a fáscia absorve parte dessa carga, pois é submetida a um esforço contínuo e excessivo, tornando-se mais densa, mais curta e perdendo elasticidade e plasticidade. Assim, o corpo muda, gradativamente, sua estrutura. E desenvolve doenças como LER & DORT, mudanças posturais graves, dores por contraturas ou até emocionais por dor crônica.

A liberação miofascial

As técnicas de liberação miofascial estimulam as áreas que possam apresentar tecidos condensados limitando o de movimento.

Utilizando pressão, alongamentos especiais e envolvimento consciente do paciente, é possível modificar a organização molecular dos componentes líquidos dos tecidos, gerando uma nova organização. A rigidez dos tecidos e restrições desaparecem rapidamente, permitindo a modulação de tônus necessária na aceleração dos processos de reabilitação, facilitando a reeducação dos movimentos.

Uma pessoa com tecidos organizados para conviver em harmonia com a gravidade, terá a oportunidade de experenciar um corpo leve, livre de tensões e com uma conciência de si mesmo e de sua imagem corporal.

por Fernanda Marques

fonte: Portal da Ed.Fisica

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Motivos para fortalecer a região do Core

Core Training uma nova forma de fortalecer o abdome

Cada músculo do nosso corpo exerce uma função específica, funciona de maneira integrada, coordenada pelo cérebro. É muito bonito observar uma bailarina dançando, fazendo movimentos incríveis, como saltos, piruetas, elevações de pernas, ao ritmo da música, com graça, harmonia e beleza.

O mesmo acontece com os esportistas que fazem maravilhas com o corpo. É sem dúvida, incrível um gol de bicicleta ou mesmo uma cortada no vôlei. Tudo isso acontece graças ao fortalecimento dos músculos que dão ao corpo uma capacidade de combinar e executar centenas de movimentos diferentes.
Apesar disso, milhares de pessoas estão impossibilitadas de praticar esportes ou mesmo fazer exercícios. Elas sofrem porque um grupo muscular, que exerce um papel fundamental para o bom funcionamento do corpo, não é exercitado de forma adequada. Estou me referindo aos músculos profundos localizados numa região do corpo conhecida como “core”.

O “CORE” é uma unidade integrada composta de 29 pares de músculos que suportam o complexo quadril-pélvico-lombar.

Tem as seguintes funções:

1. Manter um adequado alinhamento da coluna lombar contra a ação da gravidade;
2. Estabilizar a coluna e pélvis durante os movimentos e
3. Gerar força para os movimentos do tronco e prevenir lesões.

Os músculos são responsáveis também em dar o formato da cintura, proteger a cavidade abdominal, manter o quadril na posição correta e ajudar a manter o tronco controlado em inúmeros movimentos esportivos. Vários esportistas treinam bastante esses músculos, como é o caso dos lutadores de boxe, ginastas, jogadores de vôlei, futebol e basquete.

Para a maioria dos esportes, ter o CORE forte é fator de ajuda para um melhor rendimento. O enfraquecimento dos músculos do core trás conseqüências um tanto quanto desagradáveis: alterações na posição do quadril, flacidez abdominal, dores na região da coluna lombar e até mesmo favorecendo o aparecimento de hérnias de disco.

Os homens, quando engordam, tendem a aumentar a quantidade de gordura ao redor da cintura, com predominância acima do umbigo, formando o famoso “pneuzinho”, sobrecarregando ainda mais a região lombar, principalmente quando os músculos do core, particularmente os profundos estão enfraquecidos. Nas mulheres, durante o período de gravidez, os músculos da parede abdominal são distensionados na medida em que o feto vai aumentando de tamanho provocando um aumento acentuado da curvatura da região lombar.

Por todas essas razões é fundamental que seja dada uma atenção especial aos músculos do core. Por uma questão de saúde o seu enfraquecimento trás conseqüências desagradáveis. No entanto é, importante lembrar que ao fazer os exercícios chamados “abdominais tradicionais” estará fortalecendo os músculos superficiais e não, como a maioria imagina, protegendo a coluna ou mesmo queimando gordura ou, como dizem “tirando a barriga”. Para queimar gordura é necessário fazer exercícios do tipo aeróbicos (caminhada, corrida, bicicleta, etc.), que estimulam a mobilização da gordura como fonte de energia.

O que mudou no treinamento

As novas pesquisas mostram que alguns músculos localizados nesta região do corpo, denominada CORE, particularmente os internos do tronco na estabilização da coluna. Em particular o transverso do abdome, multifido e rotatores da região lombar forma identificados como sendo absolutamente essências na própria função e controle da região lombar.

Isto significa que fazer os exercícios abdominais tradicionais, flexão do tronco sobre o quadril, com as mãos na nuca, e suas variações enfatiza o fortalecimento da musculatura superficial, ou seja, o reto e oblíquo abdominal.

Diante dessas evidencias, para prevenir dores na coluna, fortalecer os músculos que dão sustentação para a coluna lombar, é importante iniciar o treinamento utilizando exercícios isométricos (estáticos) que enfatizam o desenvolvimento da estabilidade e força de resistência dos músculos citados.

Os exercícios denominados “prancha” , realizados na posição ventral, dorsal e lateral devem ser incluídos no inicio do treinamento para, primeiro, fortalecer os músculos profundos, estabilizadores da região do core e, à partir daí, incluir exercícios para aumentar a força e posteriormente a potencia do “CORE”.

Esta é a nova recomendação para o treinamento equilibrado da região mais importante do corpo sob o ponto de vista funcional.

Fonte: Portal da Educação Física
por Prof. Ms. Mauro Guiselini